quinta-feira, 21 de abril de 2011

As bem aventuranças




MATEUS 5
1. E Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos;
2. E, abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
3. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus;
4. Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados;
5. Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra;
6. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos;
7. Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
8. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;
9. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus;
10. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus;
11. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa.
12. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.

Ser feliz dentro do contexto greco-romano era: ser culturalmente sábio; ter posses; ter influência; ter beleza física.

Os religiosos tinham muito orgulho de si mesmos e se viam como superiores aos outros. Usavam a lei como forma de exaltação pessoal e justiça própria. Subjugavam os mais humildes e menos favorecidos na sociedade.

Jesus vai contra a mentalidade de que para “ser” alguém era necessário “ter” algo.

Ética do Reino de Deus

As bem aventuranças não são um meio de salvação, elas mostram o quanto o ser humano é incapaz de cumprir a lei de Deus.

Para Jesus ser bem aventurado é estar pleno, feliz, independentemente das circunstâncias. A felicidade está em ser dependente de Deus.

Mateus 5:3 – os pobres de espírito: aqueles que têm consciência de que em si mesmos não podem coisa alguma e que por isso dependem de Deus. O pobre de espírito sabe que tudo vem de Deus. Ao contrário dos que confiam na sua própria justiça e em seus próprios méritos, sendo orgulhosos e auto-suficientes.

Versículo 4 – os que choram: são pessoas sensíveis. O que nos torna humanos é essa capacidade de sermos sensíveis diante das situações da vida, sensíveis diante das pessoas e sensíveis diante da pessoa de Deus. Os que choram não foram endurecidos pela vida. Os que choram sentem dor pelos seus pecados, estão sensíveis à voz de Deus. Por isso recebem o consolo do Espírito Santo. O pecado nos torna insensíveis em relação a Deus e também em relação ao próximo.

Versículo 5 – os humildes: o humilde não se impõe sobre os outros para obter poder. Não sente necessidade de se mostrar para obter aceitação dos outros ou para se mostrar maior. O humilde não tem medo de perder o seu lugar, por isso não é competitivo. Os orgulhosos, fortes, estão sempre disputando quem é o maior. Os humildes são felizes porque confiam no amor e no cuidado de Deus. Não vivem na corrida inquieta e desenfreada para obter coisas, são satisfeitos com o necessário, se satisfazem com a presença de Deus. Salmo 37:11. Sabem que “do Senhor é a terra e a sua plenitude…” Salmo 24:1, e sendo filhos de Deus têm a sua provisão.

Versículo 6 – os que têm fome e sede de justiça: justiça é a conformidade com o direito; é a virtude de dar a cada um aquilo que é seu. A justiça parte da existência de uma lei. Existe um padrão estabelecido por Deus. Nosso senso de justiça é muito limitado. Tratamos as pessoas por merecimento. Deus não nos trata como merecíamos ser tratados, mas com misericórdia e amor. Os que têm fome e sede de justiça sabem que em si mesmos não são justos, que seu senso de justiça é tortuoso e que precisam da graça de Deus (Romanos 3:23 e 24). É Ele quem os justifica e capacita a exercerem justiça para com o próximo. Não se conformam com esse mundo e seus conceitos, por isso se posicionam contra a injustiça e anseiam pela manifestação do reino de Deus (justiça paz e alegria no Espírito Santo – Romanos 14:17).

Versículo 7 – os misericordiosos sabem o quanto foram perdoados por Deus e por isso disponibilizam perdão. Este é fruto de uma vida no Espírito. Só conseguiremos ser misericordiosos se enxergarmos as pessoas sob a ótica de Deus. Mateus 18:23-35 Parábola do credor incompassivo.

Versículo 8 – os puros de coração – Salmo 24:3 e 4. Quem entra na presença de Deus guarda o seu coração Lucas 6:45 e Marcos 7:21. A justiça dos fariseus (religiosos) era meramente aparente, mas Jesus disse que nossa justiça precisaria exceder à justiça deles Mateus 5:20-22. Jesus deixa claro que a raiz do pecado está na concepção dele, ou seja, no coração. Daí a necessidade de se combater o pecado no coração, na sua fonte. O puro de coração é aquele que se lava no sangue de Jesus e que se alimenta dEle. I João 2:1.

Versículo 9 – os pacificadores: são agentes da paz, facilitadores da reconciliação. São chamados filhos de Deus porque se parecem com Deus. Ele desceu até nós, o verbo se fez carne para que houvesse reconciliação. Os pacificadores descem até os que precisam de reconciliação e trazem a paz. “Ide e pregai” apresentar Jesus aos perdidos é anunciar a paz. Efésios 2:14-18: Jesus é a nossa paz.

Versículos 10 e 11 – perseguidos por causa da justiça: insultados, perseguidos e caluniados por causa de Jesus. Os que promovem a paz (puros, humildes, mansos…) normalmente são perseguidos pelos “fortes” deste mundo. O mundo não está em concordância com o jeito de viver do discípulo de Jesus. Existirá conflito entre nosso modo de viver com o modo do mundo. Os perseguidos por amor a Cristo são herdeiros do reino dos céus, e lá terão recompensa. Estão em concordância com os profetas que foram também perseguidos por causa da palavra de Deus. Quando a igreja (os discípulos de Jesus) começar a viver de acordo com os padrões do Espírito e a brilhar a luz de Cristo haverá perseguição

Nívea Soares

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O amor pode salvar outros Welingtons




O caso da escola de Realengo mexeu com muita gente, acho que com todos os brasileiros inclusive. Todos tentam imaginar uma explicação plausível para tal acontecimento. O que levaria um ser humano a matar crianças inocentes? Já é inadimissível tirar a vida de outro homem, quanto mais de uma criança indefesa...

Tentei imaginar o que Jesus diria sobre o caso ou sei la, faria se tivesse aqui... Não sei o que diria, talvez nem dissesse nada, não teria tempo pra isso. Em todo seu ministério passava mais tempo se ocupando em viver o que pregava do que o contrário. A maioria de nós se lamenta do que podia ou não ter feito. Só sabemos falar, falar e falar, mas pouco fazemos.

Uma vez ouvi que só o amor pode vencer o mal. E é isso mesmo, o mundo só vai sofrer uma real mudança quando começarmos a amar realmente. A maioria de nós só está se importando até certo ponto. O amor requer profundidade nos relacionamentos do dia-a-dia, seja com um familiar ou com o mendigo da esquina. As pessoas querem se sentir queridas, amadas, mas na maioria das vezes o que recebem é indiferença, e o produto dessa indiferença são os welingtons da vida, os trombadinhas da Lapa e outros individuos que passaram a vida toda se sentindo indesejados. Não que exista desculpa para o mal causado por certos seres humanos, mas a falta de amor e cuidado, talvez seja o ponto de partida em algumas vidas... A igreja pode e deve fazer a diferença nesse caso, pois a ela foi dada a função de pregar e viver o amor, e amar é se importar.

Ação social sem envolvimento, relacionamento e amor profundo não passa de mera politicagem, e infelizmente é o que mais acontece no meio do povo dito de Deus. Tentarei ser a mudança que prego.