Jesus, uma mulher e o machismo dos discípulos

Nossa, Jesus falando com uma mulher, e a sós? Ainda por cima samaritana? Que coisa incomum... Não duvido que um dos discípulos tenha pensado dessa forma, ou pelo menos coisa parecida. Caso contrário, por que se admiraram quando o viram com ela?

Nessa história toda, percebo um pouco de machismo (e chauvinismo, que é um nacionalismo tão exagerado que chega a ser preconceituoso) por parte deles, o que era muito comum àquela época, aliás, o pré-conceito e a segregação existem desde sempre, infelizmente. Mas o curioso, é que enquanto outros mestres consideravam o ensino a mulheres perda de tempo (os homens sempre foram mais valorizados na cultura judaica), para Jesus, não fazia diferença se era samaritana, muito menos se era mulher, mas sim que ali diante dele estava uma pessoa tão preciosa quanto os homens que o seguiam.

Ao contrário dos moralistas, Cristo não ficou escandalizado com a condição da samaritana, pois, mesmo sabendo que ela não era daquelas mulheres certinhas que pertencem a um só homem, que tinha o “currículo extenso” e que o cara do momento não era seu marido, Jesus não pensou em como ela era pecadora e também não se preocupou com o que os outros poderiam dizer se o vissem com uma possível destruidora de lares. Antes, se colocou como solução, amando-a ao ponto de oferecer-lhe a água que poderia saciar de vez sua sede, que era puramente de natureza espiritual e existencial.

Quebrar estereótipos era uma prática constante de Jesus. Sua intenção era mostrar que pessoas são mais importantes do que uma regra, um padrão de comportamento ou movimentos ideológicos. Deus não está com o machismo, o feminismo, o chauvinismo e qualquer outro “ismo” praticado pelos seres humanos. É de um amor maior que todos precisam... A anônima de samaria topou com Ele no poço, ao meio-dia...

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